sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


O PSDB confirma que é um partido de muitos caciques e poucos índios.

O governador Geraldo Alckmin acaba de jogar um balde de água gelada nas combalidas e equivocadas prévias do partido em São Paulo ao afirmar que aguarda apenas uma sinalização de Serra para deflagrar uma operação pela pacificação do cenário político no partido.

Pela primeira vez, Alckmin admite rever prévias numa frontal demonstração de que é o principal cacique tucano do Estado.

Ao enviar interlocutores ao Palácio dos Bandeirantes no último fim de semana, Serra deixou claro que só aceitaria mergulhar na disputa municipal se Alckmin assegurasse a unidade do partido em torno de seu nome e detonasse as prévias, marcadas para 4 de março.

Os marqueteiros do partido buscam um esquema circense para uma participação pró forma do ex-governador José Serra no picadeiro disputa. Os quatro pré-candidatos tucanos disputam míseros 18 mil votos dos membros da legenda na capital paulista. Eles reafirmaram disposição de manter a seleção interna e atacaram "especulações" sobre o cancelamento das prévias.

Tentando evitar o vexame do cancelamento das prévias e a desmoralização pública, um dos inscritos, o secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, qualificou como ofensa ao partido e a seus militantes a possível anulação do processo interno.

Mesmo sabendo que as tais prévias a que se submetem não tem nenhum valor partidário e nem repercute na imagem do PSDB para formadores de opinião, Bruno Covas, secretário de Meio Ambiente, rechaçou a possibilidade de que, após as prévias, o vencedor abra mão em favor de Serra. "Seria um desrespeito a todos aqueles que irão votar."

Tudo indica que os caciques do partido vão ter que bucar ajuda de um pagé para resolver essa enrascada na qual se meteram ao tentar imitar o PT na busca da escolha de candidatos "legítimos" para a legenda na maior capital do País.

Nenhum comentário:

Postar um comentário