Não temos
tempo a perder!
O Carnaval acabou e a realidade agora é
outra.
Falamos
muito e criticamos mais ainda os políticos e suas mazelas. Reclamamos de tudo e
de todos e não somos capazes de fazer
uma auto–crítica e procurar saber qual o nosso verdadeiro papel na sociedade e
no dia-a-dia que, mal ou bem, enfrentamos em nossa cidade, estado e país.
2012
é ano de eleição para prefeitos e vereadores dos municípios em que vivemos e
que, todos os dias, ao abrir as portas das nossas casas pisamos nas calçadas e
ruas, belas ou horríveis em que moramos. Aí seguimos para os nossos destinos
rotineiros sujeitos a nos deparar com toda sorte de problema ou benfeitoria
administrada por pessoas que elegemos para gerir o lugar onde vivemos.
Precisamos
refletir sobre o nosso poder de escolha e a nossa responsabilidade. Decidir o
futuro de cada um de nós e de todo o conjunto da nossa comunidade.
Não
façamos do ato de votar, apertando as teclas da urna eletrônica, o mesmo que
fazemos com o ato de dar uma descarga no vaso sanitário.
O
processo eleitoral, de fato, já começou e muito de nós nem percebemos. Nos
bastidores da política partidária o jogo já está sendo jogado “violentamente”.
De
agora em diante, até que agosto chegue e a campanha seja, legalmente, colocada nas ruas, as movimentações e jogadas
serão cada vez mais visíveis e acintosas.
O
desafio à lei eleitoral e o ataque subliminar
através da mídia convencional e das redes sociais farão a campanha
começar já e cada vez mais movimentada, agitada, viva e vivida. E você é e sempre será o alvo principal deste
processo.
Os
políticos e seus assessores sabem que se a abordagem for maneira, sorrateira e
sedutora no início, as chances de conquista e convencimento serão muito mais
amplas e eficazes.
E
você, incauto cidadão, se não refletir
seriamente sobre seu papel na política, a partir de agora, será visto, pelos
candidatos, apenas como um número no cadastro eleitoral do seu município, que
deverá comparecer no dia da eleição e, de maneira fisiológica, votar e eleger
aquele que, o tempo todo, trabalhou a sua cabecinha para votar, apertando as
teclas de uma urna como se fosse a descarga do vaso sanitário da sua casa, sem
saber para onde vai seu voto, e/ou os dejetos que acabou de depositar nesse
recipiente de livre e espontânea vontade.
Analise
sua postura ao escolher seus representantes.
Pense
nisso com carinho e, quem sabe, 2012 pode ser o início de um novo tempo na
política e na sua vida!
Afinal
de contas, não temos tempo a perder!
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